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' Acidente Núclear em Goiânia '

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1 ' Acidente Núclear em Goiânia ' em Qui 24 Maio 2012, 00:07

Um dos maiores acidentes com o isótopo Césio-137 teve início no dia 13 de setembro de 1987, em Goiânia/Goiás. O desastre fez centenas de vítimas, todas contaminadas através de radiações emitidas por uma única cápsula que continha césio-137.

A falta de informação foram fatores que deram espaço ao ocorrido,quando dois catadores de lixo,Wagner e Roberto ao vasculharem as antigas instalações do Instituto Goiano de Radioterapia, conhecido como - Santa Casa de Misericórdia, no centro de Goiânia, tais homens se depararam com um aparelho de radioterapia abandonado. Foi ai que tiveram a triste e infeliz idéia de remover a máquina com a ajuda de um carrinho de mão.E então levaram o equipamento até a casa de um deles,mais o maior interesse dos dois catadores de lixo era o lucro que o equipamento de Radioterapia podia gerar com as suas partes de metal e de chumbo que poderiam ser vendidos para ferros-velhos.Inocentes com tal assunto,não faziam idéia, do quê aquilo poderia gerar,após retirarem as peças de seus interesses em cerca de 4 á 5 dias ,venderam o restante ao um proprietário de um ferro-velho.O dono do estabelecimento era o Sr. Devair Alves Ferreira.
O dono do ferro-velho ao abrir a máquina, expôs ao ambiente cerca de 19,26g de cloreto de césio-137 (CsCl) , um pó branco,parecido com sal de cozinha,que no escuro brilha com uma coloração azul,a noite ao ver aquilo, ele se encantou ,com o brilho azul emitido pelo pó.
Decidiu mostrar o achado para seus familiares, alguns amigos, e parte de seus vizinhos, todos se encantaram assim como Devair, acreditavam que estava diante de algo sobrenatural, coisa de outro mundo, alguns chegaram a levar amostras do pó para suas casas. A exposição do pó, durou cerca de 4 dias,seu irmão foi visitá-lo e foi embora,no outro dia ao ir trabalhar sem saber de nada, contaminou milhares de pessoas,sendo que ele era motorista e transportava cerca e 1000 pessoas por dia , e a área de risco aumentará ,sabendo-se que parte do equipamento de Radioterapia,fora levado para outro ferro-velho,assim fez com que o material radiativo se espalhasse mais.No dia seguinte seu outro irmão o visita,Ivo,ele pede para levar para seus filhos.Ao chegar em casa,Ivo apresenta a novidade para sua filha caçula,Leide das Neves de apenas 6 anos de idade. Passados algumas horas após o contato com Césio-137, pessoas começaram com os primeiros sintomas da contaminação (vômitos, náuseas, diarréia e tontura) Grande parte das vítimas que tiveram contato com a substância, procuraram hospitais e farmácias, reclamando dos tais sintomas. Todos leigos, não sabiam oquê gerou aquilo, alguns foram medicados como portadores de doença contagiosa. Dias e dias se passaram até que a vigilância descobriu possibilidade de se tratar de sintomas de uma Síndrome Aguda de Radiação.O ocorrido foi informado ao chefe do Departamento de Instalações Nucleares, José Júlio Rosenthal, que se dirigiu no mesmo dia para Goiânia. No dia seguinte a equipe foi reforçada pela presença do médico Alexandre Rodrigues de Oliveira, da Nuclebrás (atualmente, Indústrias Nucleares do Brasil) e do médico Carlos Brandão da CNEN. Foi quando a Secretaria de Saúde do estado começou a realizar a triagem dos suspeitos de contaminação em um estádio de futebol da capital. A primeira medida tomada foi separar todas as roupas das pessoas expostas ao material radioativo e lavá-las com água e sabão para a descontaminação externa. Após esse procedimento, as pessoas tomaram um quelante denominado de “azul da Prússia”. Tal substância elimina os efeitos da radiação, fazendo com que as partículas de césio saiam do organismo através da urina e das fezes. As remediações não foram suficientes para evitar que alguns pacientes viessem a óbito. Entre as vítimas fatais estava à menina Leide das Neves, seu pai Ivo, Devair e sua esposa Maria Gabriela, e dois funcionários do ferro-velho. Posteriormente, mais pessoas morreram vítimas da contaminação com o material radioativo, entre eles funcionários que realizaram a limpeza do local. O trabalho de descontaminação dos locais atingidos não foi fácil. A retirada de todo o material contaminado com o césio-137 rendeu cerca de 6000 toneladas de lixo (roupas, utensílios, materiais de construção etc.). Tal lixo radioativo encontra-se confinado em 1.200 caixas, 2.900 tambores e 14 contêineres (revestidos com concreto e aço) em um depósito construído na cidade de Abadia de Goiás, onde deve ficar por aproximadamente 180 anos.
Devair Alves Ferreira deixou uma frase que dizia: Eu me apaixonei pelo brilho da morte-


Fontes de vídeos: Youtube - Acidente nuclear em Goiânia- Linha Direta
http://www.youtube.com/watch?v=kdC70RKqQWk
http://www.youtube.com/watch?v=DYfO1oIKITw&feature=relmfu
http://www.youtube.com/watch?v=cO2g_XVC5XY&feature=relmfu
http://www.youtube.com/watch?v=bIDaAPkWgB0&feature=relmfu

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